Por Evandro J.R.S.
Podemos perceber um exemplo de como nossos instintos falam – muitas vezes – mais alto no primeiro trecho da bíblia, postado acima, onde vemos que, padecendo de fome, Esaú não titubeou, e pensando no momento, em sua sobrevivência para aquele dia, vendeu seu direito de primogenitura a Jacó.
Naquele tempo, ser o primogênito garantia ao indivíduo vantagens a mais em relação aos demais irmãos. Caso o pai fosse alguém importante, algum líder, o primogênito que herdaria a liderança. O primogênito era o primeiro a ser abençoado. O primogênito era, em muitas das vezes, o mais querido, pois era o primeiro fruto do pai.
A importância da primogenitura pode ser visto ainda posteriormente, nos tempos da lei, onde a parte que seria separada para oferta e sacrifício ao Senhor, era sempre a primeira parte. Sempre o primogênito. E ainda havia o sacrifício pelos primogênitos dos homens. Sim, os filhos primogênitos deviam ser consagrados ao Senhor, e eles deveriam ser sacrificados, pois eram o primeiro de muitas dádivas. Mas neste caso, um animal era sacrificado no lugar dos primogênitos, de modo a conservá-los ainda com vida.
Logo, é perceptível que, Esaú não vendeu qualquer coisa. Com certeza ele deveria pensar, ou “pensou muito bem” antes de vender sua primogenitura. Mas no fim, o seu padecimento, evocando o seu instinto, falou mais alto.
No segundo trecho da bíblia é relatada a tentação sofrida por Jesus. Perceba que, por quarenta dias e quarenta noites Jesus esteve jejuando, mas o diabo só veio tentá-lo quando ele sentiu fome.
O que primeiro fez o diabo foi “tocar na ferida”. Afinal, Jesus estava com fome, que tal investir nessa sua fraqueza? Mas Jesus rebate com a Palavra de Deus. Leia mais…



