Eutrapelia

Este é um texto da categoria EUTRAPELIA; mas para você que teve preguiça de clicar no link do post passado, ou ainda não entendeu – Senhor, dai-me paciência – aí vai de novo, novamente, o link, pra ver se você entende logo de vez clique em: TIVE PREGUIÇA DE CLICAR NO LINK DO POST PASSADO ou EU AINDA NÃO ENTENDI O QUE É EUTRAPELIA .

Como o Editor Geral, que é o Editor de tudo, ficou com preguiça de ir postanto texto por texto, vez por vez, ele decidiu postar logo as Crônicas de CBF toda de uma vez. Pra você ver como foi tamanha a preguiça do cidadão quase dono deste blog – huAHUhuAHUuhAUHHUAHUUHA – Crônicas de CBF está dividida em apenas 3 partes, ou seja, só faltavam duas partes pra serem postadas; haja preguiça!!!

Obedecendo então ao Diretor-Chefe-Executivo-Legislativo-Judiciário-Parlamentarista-Republicano-Democrata-Barack Obama-Osama Bin Laden-e por aí vai, logo abaixo está o texto na íntegra, ou seja, completo, ele todo, divido em partes, ou seja, ele todo em partes, ou as partes dele todo, não literalmente todo, mas literaturamente quase todo, em partes, …. ¬¬’  – Quem não se empolga com besteira né?!

Pois bem, vou parar de enrolar e pôr logo o texto. Porque se eu não parar de enrolar, é capaz de não caber o texto e aí sobra pra mim, por causa do Diretor-Chefe-Executivo….e vocês já leram o resto…. que quer logo que eu publique esse texto que eu tanto enrolo pra publicar…. ops, ele chegou aqui do meu lado…..dexa eu colocar logo:

 

As Crônicas

adm

de CBF

adm

Parte I    

     Há muito tempo atrás, no tempo em que os jogadores da seleção brasileira tinham consciência de que jogavam na seleção brasileira, e por isso jogavam de verdade, foi criada a CBF.

            Lá começou tudo certinho, com papéis limpinhos (os mesmos papéis pré-históricos de hoje), paredes brancas, num prédio bonito, e o mundo dos esportes começava a aflorar, e as grandes empresas surgiam.

            E lá se foi o Brasil para a copa do mundo, no tempo em que tinham responsabilidades apenas com os torcedores brasileiros. Ganharam uma… duas, três copas.

            Então, a já firmada no mercado mundial e grande empresa do setor esportivo de origem grega “Nikos”, inventou o patrocínio, e muito dinheiro estava sendo depositado nas contas dos jogadores de todo o mundo.

            Como o retorno financeiro na Europa era mais certo, a maioria dos investimentos se concentraram lá. Então todos os jogadores dos continentes americano, asiático, africano e da oceania foram jogar nos times europeus.

            E assim foram perdendo o patriotismo. Não lhes importava os milhões de torcedores de seus respectivos países. O que lhes importava eram os torcedores da “Nikos” que começaram a sortear as seleções que ganhariam as copas.

            Para infelicidade da “Nikos”, fortaleceram-se também as empresas “Encardidas”, “Olimpíadas” e várias outras, e agora elas todas se reuniam e assim decidiam quem venceria; isto claro, por volta de 1997.

            Então os chefões da CBF aceitaram receber doações para a organização em troca de alguns títulos e facilidades de vencer outros torneios.

Depois do tetra foi decidido que em 98 o Brasil não ganharia mais, e então, para garantir isso mesmo, a “Nikos” ofereceu patrocínio para os jogadores da seleção brasileira quase do mesmo valor que os já famosos jogadores Europeus (99% vindos de todos os cantos do mundo, menos da Europa) já recebiam. Alguns não aceitaram e foram ameaçados de ter corte da grandiosa “verba”, e então, esquecidos que havia outras empresas interessadas em pôr suas marcas ao lado deles, aceitaram. Assim o Brasil perdeu a copa de 98.

Parte II

             A derrota de 98 foi uma vergonha mundial, e, por isso, os chefões da “Nikos” e das outras empresas envolvidas na grandiosa “supermutreta” se comoveram com o tanto de dinheiro que lhes foi oferecido pelo Brasil para poder ganhar a copa de 2002 e assim pudesse satisfazer sua vingança.

            Logo, facilmente a copa de 2002 foi ganha sem nenhum esforço propriamente dito, pois além de estarem todos comprados, o Brasil não enfrentou nenhum país forte – ou seja, aqueles que tinham dinheiro para cobrir a oferta feita pelo Brasil aos chefões da “supermutreta”.

            Após a copa de 2002, os chefões da “supermutreta” vendo que já tinham dado ao Brasil a sua vitória comprada, ordenaram aos seus jogadores, tais como Roberto Carlito Tevez, Ronaldo Gordômetro, entre outros, que nada fizessem para os jogos da próxima copa, fora treinar arduamente o lance de falta onde a França faria o gol com perfeição assim que os enfrentasse. Gordômetro, aproveitando a deixa, pediu para entrar na história das copas como o maior artilheiro, e assim lhe foi permitido fazer os gols necessários antes de enfrentar a França.

            Alberto Carreira recebeu então a lista dos jogadores comprados e treinados para serem escalados para a seleção, cumprindo assim, tudo o que já estava sendo combinado desde 2002. Porém, num jogo ele não seguiu o que fora combinado. Por isso os chefões da “supermutreta” decidiram humilhar mais ainda o Brasil no confronto com a França.

            Filipe Universitari, então técnico de Portugal, também rumou um pouco fora dos planos para a copa, sendo obrigado a perder nas semifinais.

            Após perder para a França, a comissão técnica da seleção brasileira voltou para o Brasil, enquanto os jogadores ficaram pela Europa mesmo, pois já moravam lá. Moravam há tanto tempo que para tentarem enganar as câmeras cantavam a letra de algum hit da época na melodia do hino brasileiro, ou apenas atuavam, chorando ou fazendo uma cara de admiração (não sei do que) e nada cantavam. Aliás, nem a mão no peito colocavam mais, e foi devido a dizerem que tinham que colocá-la no lado esquerdo, e eles agora só entendiam “izquierdo”, “left”, “gauche”, “link”, “sinistro” (ou seja, em espanhol, inglês, francês, alemão e italiano; só não em português).

            O time estava perdido mesmo!

 

 

Parte III

  

Como descumpriu parte do trato, Carreia foi demitido do cargo. O “mutreta-mor” da CBF tentou chamar Universitari de volta ao cargo, mas como ele já conhecia as dimensões da “mutretagem”, nem quis voltar.

            Não tendo outra escolha, “mutreta-mor” foi à Disney, que prontamente lhe dispôs vários candidatos. O primeiro a ser contratado foi o Zé Carioca, devido a ser brasileiro, e por isso – pensavam – se daria muito bem no novo cargo; mas como era mais trapaceiro que o “mutreta-mor” foi dispensado. Lembraram então da Branca de Neve, e de um de seus anões que já jogou na seleção no tempo em que a mutreta ainda estava sendo armada. Dunga foi então eleito o novo técnico da seleção brasileira – que não tem nenhum jogador atuante no Brasil.

            Como foi criado nos Estados Unidos, portanto muito patriota, Dunga resolveu convocar somente jogadores atuantes no Brasil, por isso não achou nenhum jogador famoso. Devido a vergonha de falta de patriotismo na copa, os jogadores foram obrigados a aprender o hino nacional.

            No primeiro ensaio uns começaram a cantar: “Zuviram dus piranga as margi pálidas! De um povo heróico e o prato reluzante! E o sol da liberdade em raios frígidos! Brilhou no céu da Cátia nesse instante! Se o Senhor! Dessa igualdade! Conseguimos conquistar um braço forte! Em teus peito! Ó liberdade! Desafia nosso seio até a morte! Ó pátria amada idolatrada, salve, salve!(…) Dos filhos deste chão é mil! Prato amado Brasil!!!”

            Mesmo diante de tamanho fiasco, Dunga, agora brasileiro, e como um bom brasileiro ele não desistiria nunca, persistiu, e com os jogadores nada expressivos na mídia que tinha à disposição foi enfrentando todas as empresas, ganhando todos os torneios. Devido a isso todas as verbas recebidas pelas empresas – o que significava 98% de sua receita, pois o governo realmente não sabe investir no que o Brasil tem de melhor – foram cortadas, e a seleção ficou pobre.

            Mas os mais de 180 milhões de torcedores se compadeceram, e cada um doou 1 real, e assim a seleção pôde continuar na briga pelos títulos e destronando, uma a uma, as empresas envolvidas na “supermutreta”.           

            Destruídas todas as mutretas, a seleção jogou como nunca, e não perdia mais copas, chegando a ter 50 títulos consecutivos (com os jogadores que temos ainda é pouco); e cansados de tanto vencerem todo tipo de torneio, deixaram algumas outras seleções ganharem também.  Sem o patrocínio muitos jogadores não tiveram mais como pagar a mídia e se mostraram completos fracassados, e os inexpressivos acabaram se tornando os preferidos de todas as torcidas – e não foram jogar na Europa.

 

E então?! Gostaram do texto? Se não, pelo menos o Editor-Chefe-Executivo…e vários outros nomes… disse que gostou; então coloquem a culpa nele!!!

 

Abraço! Valeu pelo carinho, pelo assédio, pelas pisoteadas de fãs incapazes de ficarem longe de mim, pelos gritos histéricos, e etc., que ainda não tive!

AHUuhAUHuhAuhAHUhuaHUAUHuhAUHuhaUHUHAUH

Deus os abençoe!!! 

 

2 Comentários

Arquivado em EUTRAPELIA

2 respostas para Eutrapelia

  1. eliete lima s oliveira

    sim. gostei muito do texto, dei bastante risadas e francamente acho que vc é um bom escritor!
    que Deus te abençoe!

    Eliete Lima de Sousa Oliveira.

  2. Fabiano Sampaio

    Caro Evandro, de fato tem tudo a ver com senso de humor o sentido da palavra Eutrapelia, e você se colocar como exemplo pode ajudar um pouco a entender, mesmo a partir da definição do Houaiss.

    Mas cabe contextualizar que é mais do que isso.

    A origem da palavra Eutrapelia foi dada por Aristóteles, nos livros II e IV da Ética a Nicômaco, como uma virtude moral que leva o homem a ter graça para o bem viver.
    Ao defini-la como eutrapelia, Aristóteles associa eutrapelus, a agilidade e flexibilidade do corpo, com essa flexibilidade e desembaraço da alma que leva ao prazer no proporcionar divertimento. Logo, o brincar é uma atividade boa por ser útil à vida humana como descanso das atividades que são próprias da alma, como a reflexão.

    Como Virtude, se trata de uma disposição de caráter, pois as virtudes envolvem escolhas e implicam na responsabilidade do homem frente aos seus atos. E os jogos são, então, um exercício dessa virtude.

    Então não é tão somente fazer graça, nem de qualquer jeito, nem desmedidamente.

    Abraços

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s