Teresina e Corinto: Algo em comum

Em toda a história da humanidade, indivíduos com poder político e econômico sempre tiveram vantagens e tratamento diferenciado. As pessoas até se revoltam quando veem casos assim, mas essa distinção se dá tanto pelo Estado quanto por cada um de nós.

Trata-se de uma tendência bem humana e perniciosa. Tão flagrante é isso que as constituições dos países, suas leis e tratados internacionais evocam o tema “igualdade” com muita frequência num esforço de se evitar que agentes públicos tratem de maneira desigual aqueles que devem ser tratados igualmente.

Recentemente, em Teresina, vimos algo assim. O povo acompanhou a guerra entre os que estariam querendo proteger pessoas socialmente influentes e os que suavam para desvendar o crime no caso da morte da estudante Fernanda Lages, até agora sem um desfecho. Hoje, fica ainda mais evidente que, se as pessoas envolvidas no crime não tivessem poder ou forte influência política, essa história já teria um final decretado há muito tempo, com os culpados nomeados.  

Na cidade de Corinto, na Grécia, por volta de 54 d.C., o apóstolo Paulo encara uma questão assim por meio de uma carta – escrita em Éfeso – que conhecemos hoje por 1ª Carta aos Coríntios. A carta era dirigida aos membros da igreja fundada pelo próprio apóstolo em sua segunda viagem missionária. Porém, o caso de Corinto não envolvia homicídio e nem suicídio, mas era absolutamente relacionado à prostituição e promiscuidade sexual. Nesse aspecto, guarda semelhanças com o ocorrido aqui em Teresina.

No capítulo 5 desta carta, Paulo trata do assunto:

“Geralmente se ouve que há entre vós imoralidade, e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios se vê; isto é, haver quem abuse da mulher de seu pai”.

A situação brevemente descrita no texto informa da forte repercussão do caso (“Geralmente se ouve que há entre vós…”). Outras traduções dizem “Por toda parte se ouve”. Era um fato escandaloso até para aquela cidade tão licenciosa, liberal e acostumada a comportamentos sexuais extravagantes, como se compreende do trecho “e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios se vê…”. Essa informação é significativa, pois a cidade tinha como patrona a deusa Afrodite, onde em seu templo mais de mil prostitutas sacerdotisas estavam à disposição todos os dias para a prática do sexo cultual.

“Haver quem abuse da mulher de seu pai”. O feito chama a atenção não só por ter acontecido numa cidade cuja prostituição era aceita e plenamente praticada – o que se poderia imaginar que eles levassem isso sem maiores problemas de consciência –, mas também pelo ocorrido ser tipificado como incesto, condenado pela lei romana.

Daí, o apóstolo prossegue com o assunto:

“Estais orgulhosos, quando deveríeis estar ao menos entristecidos, para que fosse tirado do vosso meio quem cometeu tal ação (1Co 5.2)”.

Nesse ponto, entre os estudiosos, não há consenso sobre o motivo da igreja em Corinto está aceitando essa pessoa entre eles como se nada estivesse acontecendo. Uma das hipóteses aceitas é de que se tratava de uma pessoa rica e influente naquela sociedade. Ninguém queria enfrentar a questão, ao invés disso, estavam até orgulhos de ter esse indivíduo entre seus membros. Um forte e eloquente exemplo de tratamento diferenciado quando se tem poder, haja vista que o ato era ilegal para o Estado romano e totalmente reprovado por Deus. Chegamos, então, a mais outra característica que aproxima os eventos nessas duas cidades, distantes no tempo e espaço.

Coisas desse tipo acontecem repetidas vezes. Acontecem nas igrejas de hoje também, não tenha dúvida disso, pois, estas, são formadas por pessoas, passíveis das mais desprezíveis atitudes.

 Naquela ocasião, então, o assunto é tratado com seriedade e imparcialidade:

 “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais”.

 “… Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo (I Coríntios 5:11,13b).”

Esperamos que esta conduta do apóstolo Paulo seja o último reflexo, a última característica em comum entre o caso de Corinto e o de nossa Teresina.

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Provações, um caminho para a perseverança

Por Brunna Stella

Indagações podem ser feitas acerca do que levaria uma pessoa a alegrar-se em meio a provações, e em como poderíamos confortar à luz da Bíblia, pessoas que estivessem passando por aflições. Tiago, no capítulo primeiro de seu livro, escreve: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes”(Tiago 1:2-4).

 As situações aversivas as quais somos submetidos e não conseguimos fugir ou nos esquivar, costumam gerar: tristeza, desilusão, desesperança, desamparo, revolta, frustração. Se formos analisar veremos que aprendemos, durante a vida, que a situação de provação (ou aflições, em outras versões) têm como resposta esses “sentimentos” e como consequência a longo prazo, o adquirir habilidades para lidar com situações semelhantes. O que digo, é que, cada vez que passamos por situações aversivas e conseguimos vencê-las, nos tornamos pessoas melhores e mais “habilidosas” (no sentido de que conseguiremos lidar melhor com as situações). E se o fazemos e obtemos sucesso, mesmo que algumas vezes não seja assim, nos tornamos mais pacientes, perseverantes, resistentes.

Acreditando que tudo podemos naquEle que nos fortalece ( Filipenses 4:13), teremos a certeza de que todas as coisas, boas ou ruins (segundo nossa visão), cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8:28). Isso não significa de modo algum conformidade, antes, um ato de fé.

Paulo, escrevendo aos Coríntios, pede que os irmãos não desanimem, “porque mesmo que o homem exterior se corrompa, o homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação, produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” ( 2 Coríntios 4:16 – 17). Quando chegamos um pouco mais a frente daquilo que já caminhamos e olhamos para o caminho percorrido, reconhecemos que não conseguiríamos tê-lo feito sozinhos. E assim, mesmo que marcas tenham ficado em nosso homem exterior, olhamos para tudo o que crescemos enquanto pessoas que se relacionam com o mundo e sofrem o retroagir do mundo sobre elas. Pessoas que aprendem com as circunstâncias, com as ocasiões permitidas por um Pai carinhoso e que cuida dos seus filhos.

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Resisti ao diabo e ele fugirá de vós – IV

Por Evandro J.R.S.

Felizmente, para a glória de nosso Senhor Jesus, há também muitos que têm resistido ao ingresso da Visão, e vários outros ventos de doutrina. E para estes, infelizmente o diabo ainda tem preparado mais uma tentação. Ele tentará derrubá-los oferecendo-lhes glória. Afinal, são humanos, raciocinam, e se têm vencido até agora, um sentimento de alegria lhes surgirá no coração, pois sabem que estão agradando a Deus.

Mas neste sentimento é que o diabo trabalhará, para transformá-lo em vaidade. Leia mais…

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Resisti ao diabo e ele fugirá de vós – III

Por Evandro J.R.S.

Mas então, o que acontece se resistimos? Conseguimos agir com razão. Sobrepujamos nossos instintos que quase nos levaram a uma ruína, precedida de um rápido e leve momento de prazer. Mas agora vem o diabo com uma estratégia ainda mais perigosa para nós.

Ele deturpará a verdade, para que sejamos mais facilmente enganados. Ora, muitos têm sede e fome da verdade. Muitos têm procurado a salvação, a verdadeira alegria e paz. Infelizmente muitos procuram em lugares errados. Esses são os que cedem na primeira investida do inimigo de suas almas. Porém, felizmente há aqueles que vão buscar o refrigério na verdadeira fonte: Jesus.

Para esses é que o diabo tem sua segunda investida. Ele sabe que essas pessoas agora estudam a bíblia. Suas mentes estão mais abertas e eles conhecem mais profundamente sobre a verdade. Então ele lança vãs doutrinas, sutilezas, disfarçadas de verdades, sim, meias verdades, e assim, infelizmente ele tem fisgado muitas almas. Leia mais…

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Resisti ao diabo e ele fugirá de vós – II

Por Evandro J.R.S.

Podemos perceber um exemplo de como nossos instintos falam – muitas vezes – mais alto no primeiro trecho da bíblia, postado acima, onde vemos que, padecendo de fome, Esaú não titubeou, e pensando no momento, em sua sobrevivência para aquele dia, vendeu seu direito de primogenitura a Jacó.

Naquele tempo, ser o primogênito garantia ao indivíduo vantagens a mais em relação aos demais irmãos. Caso o pai fosse alguém importante, algum líder, o primogênito que herdaria a liderança. O primogênito era o primeiro a ser abençoado. O primogênito era, em muitas das vezes, o mais querido, pois era o primeiro fruto do pai.

A importância da primogenitura pode ser visto ainda posteriormente, nos tempos da lei, onde a parte que seria separada para oferta e sacrifício ao Senhor, era sempre a primeira parte. Sempre o primogênito. E ainda havia o sacrifício pelos primogênitos dos homens. Sim, os filhos primogênitos deviam ser consagrados ao Senhor, e eles deveriam ser sacrificados, pois eram o primeiro de muitas dádivas. Mas neste caso, um animal era sacrificado no lugar dos primogênitos, de modo a conservá-los ainda com vida.

Logo, é perceptível que, Esaú não vendeu qualquer coisa. Com certeza ele deveria pensar, ou “pensou muito bem” antes de vender sua primogenitura. Mas no fim, o seu padecimento, evocando o seu instinto, falou mais alto.

No segundo trecho da bíblia é relatada a tentação sofrida por Jesus. Perceba que, por quarenta dias e quarenta noites Jesus esteve jejuando, mas o diabo só veio tentá-lo quando ele sentiu fome.

O que primeiro fez o diabo foi “tocar na ferida”. Afinal, Jesus estava com fome, que tal investir nessa sua fraqueza? Mas Jesus rebate com a Palavra de Deus. Leia mais…

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Resisti ao diabo e ele fugirá de vós – I

Por Evandro J.R.S.

Gênesis 25.29-34: “E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo, e estava ele cansado; E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom. Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó. E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura”.

Mateus 4.1-11: “Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; e, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam”.

O ser humano é frágil por natureza. Ainda que sejamos dotados de razão e raciocínio, em determinados momentos tais habilidades são ofuscadas por nossos instintos naturais.

Ainda que sejamos os únicos animais a saber de antemão que um dia iremos morrer, essa ideia não permeia nossa mente como um fato que entendemos, mas como um mero dado, ou seja, algo que sabemos, mas até que não haja risco de ocorrer, não nos preocupa.

Acordamos, comemos, trabalhamos/estudamos todos os dias com a certeza de que amanhã ainda estaremos vivos, apesar de, no fundo, sabermos que nada nos garante que estaremos vivos daqui a um minuto. Leia mais…

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Descartes também sabia: a verdade é para poucos

Por Eliciano R.S.

René Descartes, filósofo francês, nascido nos últimos anos do século XVI (1596) desenvolveu o que seria para ele três provas da existência de Deus.

Dessa infomação supomos que o cara era um baita do corajoso, tranquilo, na dele, pois estava cercado e convivia com outros filósofos que tinham na testa gravado “sou ateu”, duvidavam persistentemente e sistematicamente da existência de Deus.

E hoje em dia, em algumas situações, alguns (quem sabe eu também) escondem que são CRENTES, ou realmente só o são nas horas vagas, tipo domingo à noite. Descartes abriu o peito e disse: acredito em Deus e Ele é perfeito! Aí você diz: ah mas eu não tenho vergonha de dizer que acredito em Deus, só de dizer que sou crente. Tudo bem, deixa isso pra lá…

Mas a proximidade do filósofo com o “tema” Deus não se restringe às suas provas racionais da existência Dele. Descartes, em outros momentos, fez afirmações alinhadas com alguns textos bíblicos, ainda que indiretamente. Segundo ele, “em qualquer questão difícil, é mais provável que a verdade seja descoberta por uns poucos do que por muitos.”

Em Mateus 7.14 podemos ver: “E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” Então, segundo a Bíblia, o caminho para a Salvação, para a Vida, para a Verdade é difícil, é estreito e infelizmente são poucos os que o encontram. A Verdade é para poucos e um grande privilégio.

Taí, Descartes talvez estivesse pensando em temas como democracia ao formular a frase acima, entretanto, ele pensa consoante a própria Bíblia ao inferir que a verdade não é captada pela maioria. Bem, contudo é bem pior quando se conhece a Verdade, porém esta, não é aceita.

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Saia de cima do muro!

Por Eliciano R.S.

“Senhor, eu quero namorar a Mariazinha”. “Meu Deus, quero aquele emprego”. “Meu Pai, me dá condições de comprar um esportivo quatro portas, rodas de liga leve, aro 15, 1.8”… Qualquer que seja nosso pedido ele pode ser frustrado.

Para todo pedido ou desejo há a possibilidade de se conseguir ou não. Mas isso é muito óbvio, né. 50% pra ambos? Não, acho que as coisas não são assim tão otimistas, até porque há variáveis que interferem no resultado sobre as quais não temos o controle.

Mas por mais improvável que seja, por mais que, estatisticamente, se tenha grandes chances de não conseguir, a probabilidade passa a ser 100% positiva para o saldo final: seja lá o que aconteça com você, será o melhor quando seus desejos estiverem ajustados com a vontade de Deus.

Ter nossos desejos ajustados com a vontade de Deus significa ceder nossos planos aos Dele. E os caminhos de Deus realmente satisfazem nosso coração, assim diz a sua Palavra. Mas, quer saber? Se você não está disposto a negar sua vontade, a ceder, a “negar a si mesmo” – que a princípio é doloroso -, cai fora!

Ficou assustado? Mas tá na Bíblia que ficar em cima do muro não dá certo. Apocalipse 3.15,16: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.”

É lá ou cá. Sem meio termo. Quer ir pro mundão, vai, quem sabe você quebra a cara e volta consciente de que precisa, de verdade, de Cristo. Quer ser amigo de Deus? Seja pra valer. De novo Apocalipse: “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te” (Apocalipse 3.19). Olha o que Jesus nos diz: “sê pois zeloso”. Pra ficar ainda mais claro vamos ver numa outra tradução o mesmo versículo: “Eu corrijo e castigo constantemente todo aquele a quem amo; devo castigá-lo, a menos que você abandone a sua indiferença e se torne um entusiasta das coisas de Deus” (Bíblia Viva).

É isso meu amigo(a), seja um entusiasta! Essa é a ordem que Cristo nos dá. Seja um crente entusiasmado, fervoroso, animado (nada a ver com línguas estranhas, pular, gritar, cair, chorar), íntimo de Deus.

Então se você passa a ter comunhão, intimidade com Deus, sua mente cada vez mais será guiada pela mente de Cristo. É até mais que isso: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim…” (Gálatas 2.20). Relacionamento íntimo com Deus é isso, Ele passa a viver em você.

Daí, namorar a Mariazinha, ter aquele carro etc. vai acontecer se for o melhor pra sua vida. E o melhor pra sua vida, pra minha, pra de todos é ter um relacionamento de amor com nosso Pai, é garantir a vida eterna. Se o que você pede vai prejudicar essa relação, bem, então não é boa idéia. “E, se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o; é melhor entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que, tendo os dois seres lançado no inferno” (Marcos 9.47).

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Séries Infosol: Fé – V (final)

“Ora sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11. 6a)”

 Por Elzair P.R.S.

Não temos motivos para duvidar de que Deus se agrada daqueles que confiam Nele. “Ora sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário, que aquele que se aproxima de Deus, creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam.”

Josafá, rei de Judá, é avisado que uma grande multidão vinha contra ele e, diante daquela tamanha adversidade, reconheceu que não tinha força alguma para lutar contra aquela multidão. Então orou ao Senhor com toda humildade e veracidade de sua situação, dizendo: “Ah! Deus nosso, porventura, não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti (II Cro-20.12)”.

Sua oração e fé foram contempladas imediatamente, pois o Senhor lhe falou pela boca do profeta Jaaziel dizendo: ”nesta peleja, não tereis de pelejar; parai, estai em pé e vede a salvação do Senhor para convosco. Ó Judá e Jerusalém: não temais, nem vos assusteis, amanhã, sai-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco (II Cro-20-17)”. “Josafá creu e se prostrou com o rosto em terra, e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram perante o Senhor, adorando-o”. Sua fé foi tamanha que falou a todo o povo: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis. E ordenou que os levitas louvassem ao Senhor, dizendo: “Louvai ao Senhor, porque a sua benignidade dura para sempre”.

Deus lhe deu vitória contra seus inimigos sem precisar lutar, apenas louvando, porque o nosso Deus habita nos louvores, e honra quem exerce a fé, porque Ele é soberano sobre todo o Universo. Aleluia! Amém.

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Séries Infosol: Fé – IV

“… Firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem (Hebreus 11.1).”

Por Elzair P.R.S.

Confirmando o conceito de fé do livro de Hebreus 11-1: “firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem.” Temos que lembrar da jovem esposa de Elcana que tinha como rival Penina, porque seu marido a amava mais, porém, Ana não tinha filhos e por isso Penina a humilhava e a irritava, pois naquela época, mulheres sem filhos, não tinham nenhuma honra diante da sociedade, pois não podiam desempenhar o papel de mãe.

Mas um dia, Ana orava com tanto fervor no templo de Siló, que o próprio sacerdote Eli a teve por embriagada, porém, Ana com toda humildade e submissão àquela autoridade espiritual, falou calmamente e com muito respeito. Ela disse: ”Não senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido; porém tenho derramado a minha alma perante o Senhor”.

“Então respondeu Eli (o sacerdote) e disse: Vai em paz, e o Deus de Israel te conceda a tua petição que lhe pediste”. E diante daquela palavra profética do homem de Deus, Ana creu e seguiu seu caminho, e o seu semblante já não era mais triste. Ela pedia por um filho, mas naquele momento, Ana creu como se já estivesse com o filho nos braços. E assim, no tempo determinado, ela recebeu a confirmação de sua fé antes mesmo de ver com os olhos humanos, uma vez que exercitou a fé como ela deve ser, crer nas coisas que não existem como se já existissem. Louvado seja o nome do Senhor.

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