15 Junho, 2009

Descartes também sabia: a verdade é para poucos

Por Eliciano R.S.

René Descartes, filósofo francês, nascido nos últimos anos do século XVI (1596) desenvolveu o que seria para ele três provas da existência de Deus.

Dessa infomação supomos que o cara era um baita do corajoso, tranquilo, na dele, pois estava cercado e convivia com outros filósofos que tinham na testa gravado “sou ateu”, duvidavam persistentemente e sistematicamente da existência de Deus.

E hoje em dia, em algumas situações, alguns (quem sabe eu também) escondem que são CRENTES, ou realmente só o são nas horas vagas, tipo domingo à noite. Descartes abriu o peito e disse: acredito em Deus e Ele é perfeito! Aí você diz: ah mas eu não tenho vergonha de dizer que acredito em Deus, só de dizer que sou crente. Tudo bem, deixa isso pra lá…

Mas a proximidade do filósofo com o “tema” Deus não se restringe às suas provas racionais da existência Dele. Descartes, em outros momentos, fez afirmações alinhadas com alguns textos bíblicos, ainda que indiretamente. Segundo ele, “em qualquer questão difícil, é mais provável que a verdade seja descoberta por uns poucos do que por muitos.”

Em Mateus 7.14 podemos ver: “E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” Então, segundo a Bíblia, o caminho para a Salvação, para a Vida, para a Verdade é difícil, é estreito e infelizmente são poucos os que o encontram. A Verdade é para poucos e um grande privilégio.

Taí, Descartes talvez estivesse pensando em temas como democracia ao formular a frase acima, entretanto, ele pensa consoante a própria Bíblia ao inferir que a verdade não é captada pela maioria. Bem, contudo é bem pior quando se conhece a Verdade, porém esta, não é aceita.

29 Maio, 2009

Saia de cima do muro!

Por Eliciano R.S.

“Senhor, eu quero namorar a Mariazinha”. “Meu Deus, quero aquele emprego”. “Meu Pai, me dá condições de comprar um esportivo quatro portas, rodas de liga leve, aro 15, 1.8”… Qualquer que seja nosso pedido ele pode ser frustrado.

Para todo pedido ou desejo há a possibilidade de se conseguir ou não. Mas isso é muito óbvio, né. 50% pra ambos? Não, acho que as coisas não são assim tão otimistas, até porque há variáveis que interferem no resultado sobre as quais não temos o controle.

Mas por mais improvável que seja, por mais que, estatisticamente, se tenha grandes chances de não conseguir, a probabilidade passa a ser 100% positiva para o saldo final: seja lá o que aconteça com você, será o melhor quando seus desejos estiverem ajustados com a vontade de Deus.

Ter nossos desejos ajustados com a vontade de Deus significa ceder nossos planos aos Dele. E os caminhos de Deus realmente satisfazem nosso coração, assim diz a sua Palavra. Mas, quer saber? Se você não está disposto a negar sua vontade, a ceder, a “negar a si mesmo” – que a princípio é doloroso -, cai fora!

Ficou assustado? Mas tá na Bíblia que ficar em cima do muro não dá certo. Apocalipse 3.15,16: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.”

É lá ou cá. Sem meio termo. Quer ir pro mundão, vai, quem sabe você quebra a cara e volta consciente de que precisa, de verdade, de Cristo. Quer ser amigo de Deus? Seja pra valer. De novo Apocalipse: “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te” (Apocalipse 3.19). Olha o que Jesus nos diz: “sê pois zeloso”. Pra ficar ainda mais claro vamos ver numa outra tradução o mesmo versículo: “Eu corrijo e castigo constantemente todo aquele a quem amo; devo castigá-lo, a menos que você abandone a sua indiferença e se torne um entusiasta das coisas de Deus” (Bíblia Viva).

É isso meu amigo(a), seja um entusiasta! Essa é a ordem que Cristo nos dá. Seja um crente entusiasmado, fervoroso, animado (nada a ver com línguas estranhas, pular, gritar, cair, chorar), íntimo de Deus.

Então se você passa a ter comunhão, intimidade com Deus, sua mente cada vez mais será guiada pela mente de Cristo. É até mais que isso: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim…” (Gálatas 2.20). Relacionamento íntimo com Deus é isso, Ele passa a viver em você.

Daí, namorar a Mariazinha, ter aquele carro etc. vai acontecer se for o melhor pra sua vida. E o melhor pra sua vida, pra minha, pra de todos é ter um relacionamento de amor com nosso Pai, é garantir a vida eterna. Se o que você pede vai prejudicar essa relação, bem, então não é boa idéia. “E, se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o; é melhor entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que, tendo os dois seres lançado no inferno” (Marcos 9.47).

26 Maio, 2009

Séries Infosol: Fé – V (final)

“Ora sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11. 6a)”

 Por Elzair P.R.S.

Não temos motivos para duvidar de que Deus se agrada daqueles que confiam Nele. “Ora sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário, que aquele que se aproxima de Deus, creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam.”

Josafá, rei de Judá, é avisado que uma grande multidão vinha contra ele e, diante daquela tamanha adversidade, reconheceu que não tinha força alguma para lutar contra aquela multidão. Então orou ao Senhor com toda humildade e veracidade de sua situação, dizendo: “Ah! Deus nosso, porventura, não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti (II Cro-20.12)”.

Sua oração e fé foram contempladas imediatamente, pois o Senhor lhe falou pela boca do profeta Jaaziel dizendo: ”nesta peleja, não tereis de pelejar; parai, estai em pé e vede a salvação do Senhor para convosco. Ó Judá e Jerusalém: não temais, nem vos assusteis, amanhã, sai-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco (II Cro-20-17)”. “Josafá creu e se prostrou com o rosto em terra, e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram perante o Senhor, adorando-o”. Sua fé foi tamanha que falou a todo o povo: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis. E ordenou que os levitas louvassem ao Senhor, dizendo: “Louvai ao Senhor, porque a sua benignidade dura para sempre”.

Deus lhe deu vitória contra seus inimigos sem precisar lutar, apenas louvando, porque o nosso Deus habita nos louvores, e honra quem exerce a fé, porque Ele é soberano sobre todo o Universo. Aleluia! Amém.

24 Maio, 2009

Séries Infosol: Fé – IV

“… Firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem (Hebreus 11.1).”

Por Elzair P.R.S.

Confirmando o conceito de fé do livro de Hebreus 11-1: “firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem.” Temos que lembrar da jovem esposa de Elcana que tinha como rival Penina, porque seu marido a amava mais, porém, Ana não tinha filhos e por isso Penina a humilhava e a irritava, pois naquela época, mulheres sem filhos, não tinham nenhuma honra diante da sociedade, pois não podiam desempenhar o papel de mãe.

Mas um dia, Ana orava com tanto fervor no templo de Siló, que o próprio sacerdote Eli a teve por embriagada, porém, Ana com toda humildade e submissão àquela autoridade espiritual, falou calmamente e com muito respeito. Ela disse: ”Não senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido; porém tenho derramado a minha alma perante o Senhor”.

“Então respondeu Eli (o sacerdote) e disse: Vai em paz, e o Deus de Israel te conceda a tua petição que lhe pediste”. E diante daquela palavra profética do homem de Deus, Ana creu e seguiu seu caminho, e o seu semblante já não era mais triste. Ela pedia por um filho, mas naquele momento, Ana creu como se já estivesse com o filho nos braços. E assim, no tempo determinado, ela recebeu a confirmação de sua fé antes mesmo de ver com os olhos humanos, uma vez que exercitou a fé como ela deve ser, crer nas coisas que não existem como se já existissem. Louvado seja o nome do Senhor.

22 Maio, 2009

Séries Infosol: Fé – III

“Não temas, crê somente”

Por Elzair P.R.S.

Quantas vezes já ouvimos e lemos essa frase bíblica, tão fácil de recitar, mas tão difícil de viver.

Lembro-me da história de Jairo, um dos principais da sinagoga, da seita dos fariseus, que estava com a sua filha única, enferma, já quase à morte. Este homem, mesmo sendo líder religioso e muito respeitado, vendo uma grande multidão e sabendo que Jesus andava com aquela multidão desprezou o seu credo religioso farisaico e colocou sua fé em ação, e com toda a humildade prostrou-se aos pés de Jesus e rogava-lhe muito, dizendo: “Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva”.

“E Jesus foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava”.

“E certa mulher que havia doze anos tinha um fluxo de sangue, e que havia padecido muito, ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou nas suas vestes. Porque dizia: Se tão somente tocar nas suas vestes sararei”.

Esta é a fé genuína que rompe as barreiras dos rituais judaicos, pois uma mulher judia com fluxo de sangue era considerada impura, e nem podia se aproximar das pessoas, quanto mais tocá-las.

Mas aquela mulher venceu todas as barreiras porque sua fé foi maior, e quando tocou em Jesus, logo se lhe secou a fonte de seu sangue, e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.

“E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra voltou-se para a multidão e disse: Quem me tocou?”

“E disseram os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?”

“Então, a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade”.

“E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou, vai em paz e sê curada deste mal”.

Voltemos para Jairo caminhando em direção de sua casa. Daria para imaginar a pressa daquele pai aflito? Quantos pensamentos, quantas indagações; quem sabe se perguntava: será que vale a pena chegarmos até lá? Quanto desespero, quantas dúvidas, quantos medos, quanta tristeza, quanta dor, quanto sofrimento, quantas aflições se passava naquele momento angustiante de espera sabendo que tinha deixado sua filha quase morta? E agora aquele que poderia salvá-la está ocupado com outro caso. Humanamente falando, para ele, pai de uma filha única à beira da morte, aquele caso seria sem grande importância, pois aquela mulher estava ainda andando e a sua filha no leito de morte.

Se formos imaginar o tempo que passou, o alvoroço que todo o povo fez diante de tão grande milagre, seria tempo demais para um pai angustiado e que não via a hora de chegar até sua única filha. Com certeza pensava Jairo: Como estará minha filha, será que ainda vive? E a Bíblia narra que estava Jesus ainda falando com aquela mulher, eufórica pelo milagre que recebeu, quando chegaram alguns dos principais da sinagoga, e disseram: “A tua filha está morta; para que enfadas mais o mestre?”

E agora a filha não está mais doente, e sim morta. “Quanto tempo demorou?”, quem sabe Jairo pensou.

Mas Jesus tendo ouvido aquelas palavras de desesperança, disse a Jairo: “Não temas, crê somente.”

E aquele homem se apossou daquelas palavras do mestre, ainda que sabendo estar morta sua filha. Ele creu que Jesus tinha poder para trazer à existência aquilo que não existe, a vida de sua filha, pois Ele é a própria vida.

E tendo finalmente chegado à casa de Jairo, viu-se o alvoroço dos que choravam muito e pranteavam. “E, entrando disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme.”

Jesus sabia que aonde ele chegava a morte, a dor, o sofrimento e a desesperança daqueles que nele cressem tinha que sair.

“E riam-se dele; duvidando do que ele disse”, mas Jairo confiou e creu, embora todas as circunstâncias fossem contrárias. Jairo olhou e confiou em Jesus. “Porém Jesus tendo-os feito sair (os incrédulos) tomou consigo o pai e a mãe da menina e os que com ele estavam, a saber: Pedro, Tiago e João, entraram onde estava a menina jaz sem vida”.

“E tomando a mão da menina disse-lhe: Talitá cumí, que, traduzido, é: Menina, a ti te digo: levanta-te”.

“E logo a menina se levantou e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto”.

Não temas, crê somente. Precisamos nos apossar com fé quando se nos liberam uma palavra profética de benção. Não ouvir aqueles que duvidam do poder infinito e misericordioso de Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de toda consolação.

20 Maio, 2009

Séries Infosol: Fé – II

FÉ EM AÇÃO

Por Elzair P.R.S.

Não podemos nos esquecer daqueles ou daquelas que puseram sua fé em ação e mesmo sendo provados e reconhecendo-se indignos, creram, romperam em fé no poder curador de Jesus Cristo.

A Bíblia relata que a mulher Cananéia clamava dizendo: “Filho de Davi tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada.

“Mas Jesus não lhe respondeu nada. E os seus discípulos rogaram-lhe dizendo: ‘Despede-a, pois vem gritando atrás de nós’”. Dando-nos a entender que a mulher os estava incomodando com os seus clamores.

Jesus não dando atenção ao que os apóstolos diziam resolveu testar a fé daquela mulher e disse: “Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Parafraseando, entendo que ele quis dizer: “Você não é israelita, e sim Cananéia, então eu não posso lhe atender”.

“Mas aquela mulher se chegou mais ao Senhor e o adorou e disse: ‘Senhor, socorre-me’” (Mt 15.25). Jesus continuou testando-lhe a fé dizendo mais: “Não é bom pegar o pão dos filhos e dá-lo aos cachorrinhos”. Ela então falou com toda humildade, perseverança e fé: “Sim Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores” (Mt 15.27).

Para aquela mulher, migalhas vindas de Jesus, eram suficientes para curar a sua filha aonde ela estivesse e em qualquer situação.

“Então respondeu Jesus e disse-lhe: ‘ó mulher, grande é a tua fé. Seja isso feito para contigo como tu desejas’. E desde àquela hora, a sua filha ficou sã”. Aleluia! Glória a Deus!

A filha não tinha condição de crer, e nem mesmo de suplicar; estava miseravelmente endemoninhada. Mas pela fé daquela mãe, humilde e perseverante, embora sabendo e reconhecendo ser indigna, a sua súplica foi ouvida; aquela jovem foi curada e livre da possessão maligna.

Esta é a fé que precisamos ter. A certeza que Deus nos ouve e nos atende pela Sua infinita misericórdia e não por nossos méritos. Amém!

18 Maio, 2009

Séries Infosol: Fé – I

Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem (Hb 11.1).

Por Elzair P.R.S.

Todos nós, até mesmo os que se dizem ateus, nos maravilhamos com os grandes feitos de Jesus. Mas, houve um homem, o centurião de Cafarnaum ao qual estava à frente de cem soldados romanos, este, Jesus foi quem se maravilhou com ele por causa de sua fé: “E maravilhou-se Jesus, ouvindo isso, e disse aos que o seguiam: ‘Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé’” (Mt 8.10).

Jesus se maravilhou com aquele homem romano porque o mesmo se dirigiu a Ele quando seu criado estava enfermo, rogando-lhe que o curasse. E Jesus lhe disse “eu irei e lhe darei saúde”. Mas o centurião, respondendo, disse com toda humildade e fé: “não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra e o meu criado sarará”.

A fé daquele centurião romano era a certeza das coisas que não via, a sua fé era tamanha que ele não precisava que Jesus fosse até a sua casa, tocasse no seu enfermo para que fosse curado. Ele mesmo afirmou: “Dize somente uma palavra e o meu criado sarará”.

Este homem rompeu em fé entendendo que o poder de Jesus não tem limite, sua palavra é suficiente para curar à distância, ele cria no poder da palavra de Jesus porque tinha fé viva, por isso Jesus se maravilhou de sua fé e disse ao centurião: “Vai e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou” (Mt 8.13).

14 Maio, 2009

Nova série no Infosol

Começaremos na próxima segunda-feira (18/04) uma nova série no INFOSOL. O tema será Fé sendo publicada em 5 partes.

A série Fé foi escrita por nossa irmã Maria Elzair de Teresina-PI.

No conjunto da obra poderemos vislumbrar alguns exemplos de homens e mulheres que exercitaram sua confiança em Deus em episódios narrados nas Escrituras Sagradas.

Serão breves estudos com um único objetivo: trazer à nossa memória momentos especiais e de ousadia de pessoas que conheciam sua insuficiência na resolução de conflitos e problemas e o reconhecimento de que Jesus pode todas as coisas.

Que Deus fale à sua vida e lhe traga momentos preciosos de edificação.

5 Maio, 2009

Eu excluo, tu excluis… nós excluímos

Por Eliciano R.S.

É muito comum discriminarmos alguém. Muitas vezes a gente nem percebe, mas não porque seja uma coisa que role meio sem querer, mas sim por causa do costume. É, somos mesquinhos mesmo.

Pra não ficar muito feio, usamos a tal da afinidade. “É porque naturalmente não combinamos”, dizemos. “Ele(a) é chato demais”, quando às vezes é só o medo de perdermos a afetividade do nosso grupo para outra pessoa.

Bem, mas a afetividade não é excludente. Eu posso gostar muito de várias pessoas ao mesmo tempo, agora, daí a lembrar disso quando chega alguém novo no pedaço, quando as atenções são voltadas para ela ou ele, é um pouco difícil, é meio que uma sensação de se estar perdendo terreno.

O pior mesmo, no entanto, é quando sistematicamente e insistentemente eu, você, sua tia, seu pai, sua mãe, seu irmão, sua irmã, pastor (pastor?! Será?) exclui alguém por simples falta de vontade – pequeno esforço – de tentar criar com esse alguém um laço de amizade, compreensão, companheirismo só por uma questão de “não vou com a cara dela” ou porque, enfim, ela não se veste bem, é pobre, é tímida demais.

As tribos estão por aí. Estão nas igrejas também. Mas qual o problema disso? Só um: quando valorizamos mais o nosso grupinho – panelinha – em detrimento de alguém que esteja só, deixado de lado, não sendo avisado das reuniões, de encontrinhos, de festinhas por questões as mais ridículas imagináveis.

Onde se encaixa na nossa vida os versículos 11 e 12 de 1ª João 4: “Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.”

A coisa fica feia mesma, quando o grupo todo de uma comunidade já é pequeno e ainda tem gente que insiste em criar facções… eita, vá ser enjoada assim na …  Mas, porém, aqui estou, discriminando. É mais saudável olhar pra isso: “E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3.14).

Converse com alguém que você vê já faz uns meses ou anos e nunca parou pra falar e quebre essa cadeia perniciosa. Com certeza alguma coisa vai mudar na sua vida.

1 Maio, 2009

Blogs, a técnica e o palavrão

Por Eliciano R.S.

Dando uma volta pela net, na blogosfera mais precisamente, me deparei com muita coisa interessante. Caramba! Eu não sabia que existiam  tantos blogs com textos de qualidade como eu pude ver.

O mais surpreendente ainda, é que alguns blogs legais eram escritos por meninas – a partir de 18 anos – e pasmem: bonitas. Já dizia um filósofo leigo que mulher bonita, competente e inteligente é algo raro. Pois bem, encontrei algumas raridades por aí.

Os blogs que não pertencem a alguém de setores profissionais como jornalismo político, finanças, informática ou simpatizantes, economia e outros, são escritos de forma leve, descontraída com um compromisso menos formal com a linguagem culta. Isso não os deixa menos interessantes, atraentes ou inteligentes. Na verdade, usam essa licença gramatical para divagarem com mais liberdade no universo literário.

Só que, no meio da teia [imensa] de blogs, é fácil encontrar aqueles que não poupam seus posts de palavras carregadas de obscenidades. Palavrões são usados para dar mais um toque de despojo da sisuzidade (já viu essa palavra?). Mas é fácil demais usar o recurso do palavrão para tornar um texto menos sério, mais descontraído. É como, numa discussão, você baixar o nível e partir para a grosseria, xingando, atirando coisas #$%!@…  É um caminho mais rápido para ofender alguém.

Mas voltando ao nosso caso, eu queria ver se alguns blogs teriam a mesma audiência que têm se parassem de usar palavrões. Seus autores certamente têm capacidade para produzir crônicas tão boas ou melhores ainda sem usar esse recurso. Mas abrir mão da comodidade é… hum sei não…  difícil.